- "Olhe" para os seus pés, procure alguma alteração fora do comum, utilize um espelho se necessário;
- Lave diariamente os pés com sabão e água morna;
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Seque os pés com uma toalha macia, especialmente entre os dedos e ao redor das unhas, sem friccionar;
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Aplique um creme hidratante para os pés (pergunte ao seu Podologista qual o mais adequado para o seu caso);
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Evite andar descalço em recintos públicos;
Mude as meias e tipo de calçado todos os dia;
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Use meias de fibras naturais (algodão, seda ou lã) e nunca demasiado apertadas;
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Procure usar sempre sapatos confortáveis;
- Não use queratolíticos (calicidas);
- Corte as unhas de forma recta (não arredonde os cantos).
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Quando se fala de Diabetes, ou Diabetes Mellitus, reportamo-nos a uma doença metabólica sistémica definida como uma incapacidade de metabolização de açúcares e consequente elevada concentração de glicose no sangue.
Esta doença metabólica é temida pelas consequências e sequelas que acarreta nomeadamente nos rins, retina, coração e membros inferiores.
Tantas vezes se comentam as tão temidas amputações, mas afinal como e por que é que acontecem? E por que é que se diz que o pé diabético é um pé de risco??
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a previsão para o ano 2025 é de mais de 350 milhões de portadores de diabetes, em todo o mundo, 25% dos quais vão ter algum tipo de comprometimento nos pés.
O principal factor de risco para este tipo de pé é a neuropatia diabética que leva a uma perda ou alteração de sensibilidade dos pés tendo como consequências, dores, deformações, feridas, infecções levando até mesmo à amputação; debilidade e atrofias musculares ou alteração do funcionamento dos órgãos internos.
O outro factor é a vasculopatia diabética que pode ser vista nas grandes artérias (arterosclerose), e nas arteríolas e pré-capilares.
O exame clínico das doenças vasculares periféricas baseia-se na procura de sintomas e sinais que podem aparecer no local de uma alteração.
Mais de 90% das doenças vasculares periféricas podem ser diagnosticadas clinicamente desde que o exame seja efectuado de forma sistemática e cuidadosa por um profissional habilitado, nomeadamente pelo seu médico ou Podologista.
A presença destas complicações está relacionada com o tempo de duração da diabetes e com o grau de controlo glicémico, sendo por isso de enorme importância manter um bom controlo da glicemia e um estilo de vida activo, não sedentário.
As amputações surgem, então, quando se desenvolvem feridas ou úlceras nos pés e que, na presença de factores de risco vasculares ou neuropáticos, não evoluem de forma favorável no sentido da cura ou cicatrização, afectando antes estruturas vasculares, tendinosas ou ósseas, destruindo os tecidos e remetendo como única solução a amputação para solucionar o processo infeccioso destrutivo, e impedir a infecção generalizada (septicemia) que pode mesmo levar á morte do paciente.
O reconhecimento de um pé de risco suscita medidas preventivas e terapêuticas, numa abordagem multidisciplinar. |